
Guia prático
Como fazer o inventário de dados pessoais em uma pequena empresa
O passo a passo para sair da folha em branco e chegar a um inventário utilizável, entrevistando por processo em vez de por...
Inventário de dados pessoais
O consultor responde um questionário guiado por setor e o sistema devolve registro de operações, mapa de fluxo, matriz de risco e plano de ação já preenchidos. Depois que o projeto entrega, o inventário continua vivo com canal do titular, roteiro de incidente e painel de carteira.
O trabalho hoje
O projeto é caro, demora semanas e envelhece em três meses. Quando chega o primeiro pedido de titular, o primeiro incidente ou o primeiro formulário de fornecedor, o material entregue não responde.
O consultor senta com o RH, o financeiro e o atendimento, anota em documento de texto e depois passa a limpo numa planilha de dezenas de abas. Três meses depois ninguém sabe qual é a versão boa do arquivo, e a empresa contratou mais um sistema que ninguém registrou.
A matriz vem copiada do cliente anterior, com consentimento marcado até onde havia obrigação legal, como folha de pagamento e emissão de nota. Quando alguém questiona a escolha, não existe registro de quem decidiu, quando decidiu e por quê.
Um ex-aluno pede exclusão dos dados, uma paciente quer saber com quem a clínica compartilhou o exame e o prazo começa a correr naquele mesmo dia. Sem inventário atualizado, alguém precisa perguntar sistema por sistema onde aquele dado ainda está.
O comprador grande manda um formulário de fornecedor com dezenas de perguntas e pede evidência anexa de cada resposta. A pequena empresa trava semanas nessa etapa, e o contrato fica parado esperando um documento que deveria existir desde o começo.
Como funciona
Em vez de começar por uma planilha em branco, você começa pelo processo que a empresa realmente executa: matrícula, atendimento, checkout, admissão, cobrança. O resto é consequência.
O questionário já pergunta pelos processos típicos de clínica, escola, e-commerce, RH e cobrança, com a linguagem que a equipe da empresa usa no dia a dia. Quem responde é o dono do processo, não o consultor sozinho na frente do Word.
Cada operação já chega com finalidade, base legal, prazo de retenção, compartilhamento com terceiros e transferência internacional típicos daquele setor. Seu trabalho vira revisar, corrigir e justificar, que é onde está o valor do seu parecer.
Registro de operações, mapa visual do fluxo entre áreas, matriz de risco priorizada, plano de ação com responsável e prazo, aviso de privacidade e contrato de operador saem prontos e ligados aos mesmos dados. Mudou uma operação, os seis documentos mudam junto.
O canal do titular abre um pedido com contagem de prazo, o roteiro de incidente monta o rascunho da comunicação e o painel mostra como cada empresa da carteira evoluiu. O projeto deixa de ter data de validade quando a consultoria sai.
Recursos
Nada aqui é módulo genérico de gestão. Cada recurso existe porque uma etapa do trabalho de privacidade em pequena empresa hoje é feita à mão.
As operações são cadastradas dentro do processo que as gera, com sistema, área responsável, tipo de dado e volume aproximado. O mapa de fluxo entre áreas e terceiros se desenha sozinho a partir disso.
Cada operação chega com a hipótese legal mais provável para aquele setor e um campo de justificativa que fica registrado com autor e data. Dado sensível e dado de criança aparecem marcados, com aviso de que a regra é outra.
O registro de operações de tratamento sai do inventário e se atualiza quando você muda qualquer linha. O aviso de privacidade e o contrato de operador saem no mesmo movimento, com os terceiros que o inventário já listou.
O risco é calculado por operação, considerando tipo de dado, volume, compartilhamento e medida de segurança declarada. O plano de ação nasce ordenado por prioridade, com responsável, prazo e o campo de evidência anexada.
O canal público abre o pedido, identifica o titular e mostra o prazo correndo em dias, por empresa. No incidente, o roteiro pergunta o que aconteceu, avalia risco aos titulares e monta o rascunho da comunicação à ANPD e aos afetados.
Uma tela com as empresas que você atende, o quanto cada inventário avançou, o que está vencendo e onde falta evidência. Dá para cobrar o cliente certo na hora certa, em vez de descobrir tudo junto na reunião trimestral.
O que muda
O ganho não é estético. É poder atender mais empresas com a mesma equipe e ter o que mostrar quando alguém pede prova.
O tempo que ia para transcrever entrevista e formatar documento passa a ir para análise e decisão. O mesmo profissional consegue manter uma carteira maior sem virar uma linha de montagem de arquivos de texto.
Quando o cliente corporativo pede o formulário de fornecedor, o dossiê já está montado com registro, aviso, contrato de operador e plano de ação com datas. A negociação para de travar na etapa documental.
Pedido de titular e incidente entram no sistema com contador visível para quem responde pela empresa. Ninguém descobre a data limite depois que ela passou, no meio da caixa de entrada.
Toda escolha de base legal, prazo e medida de segurança guarda autor, data e justificativa. Se a decisão for questionada dois anos depois, existe histórico em vez de memória.
O que sustenta
Não temos cliente para citar: o Mapadados está em acesso antecipado. O que dá para mostrar é a norma que cada função atende e o compromisso de quem publica.
A lei manda controlador e operador manterem registro das operações de tratamento que realizam. Por isso o registro é gerado do inventário e se atualiza junto, em vez de virar um documento que envelhece na pasta do cliente.
Lei 13.709/2018, art. 37A declaração clara e completa sobre os dados tratados deve ser entregue ao titular em até quinze dias contados do requerimento, além da resposta simplificada imediata. O canal do titular já abre com esse prazo correndo à vista de quem responde.
Lei 13.709/2018, art. 19O regulamento de comunicação de incidente de segurança da ANPD fixa prazo em dias úteis contados da ciência do incidente pelo controlador. O roteiro do sistema existe para caber nesse prazo, com rascunho de comunicação já preenchido pelo inventário.
Resolução CD/ANPD nº 15/2024Quem publica assina os artigos, responde no mesmo dia útil e mantém o preço combinado enquanto durar essa fase. Nenhuma tela do produto é apresentada como pronta se ainda estiver sendo construída.
Planos
Quem atende várias empresas paga por carteira e não por projeto entregue. Quem tem uma empresa só entra pelo plano direto, normalmente indicado pela consultoria que já a atende.
Para a clínica, a escola, o e-commerce ou a operadora de RH que precisa manter a própria conformidade.
R$97 por mês
Para a consultoria, o escritório ou a empresa de TI que já é encarregado de uma carteira de pequenas empresas.
R$397 por mês
Para quem passou de dez empresas e precisa entregar relatório com a própria marca.
R$697 por mês
Valores do acesso antecipado, mantidos para quem entrar agora enquanto durar essa fase, sem contrato de fidelidade.
Perguntas
Não. O encarregado é a pessoa indicada pela empresa para ser o canal com titulares e com a ANPD, e essa responsabilidade continua sendo de quem assina. O sistema é a ferramenta de trabalho desse profissional: organiza inventário, prazo e evidência. Quem decide base legal, risco aceitável e resposta a incidente é você.
A ANPD tem um regulamento específico para agentes de tratamento de pequeno porte, que flexibiliza parte das obrigações e prevê prazos diferenciados, mas não dispensa a empresa de tratar dado pessoal com finalidade, base legal e segurança. Na prática, quem trata dado sensível ou dado de criança dificilmente escapa do inventário. E o cliente corporativo costuma exigir a documentação mesmo quando a norma flexibiliza.
Serve, e é um dos cinco questionários guiados prontos. O fluxo de clínica já separa prontuário, agendamento, convênio, laboratório parceiro e cobrança, marcando as operações que envolvem dado sensível. O prazo de guarda do prontuário e a base legal de tutela da saúde entram como sugestão para você revisar com o responsável técnico.
Não. Dá para importar a planilha que você já usa e mapear as colunas para os campos do inventário, mantendo o que estiver preenchido. O que a planilha não tiver, o questionário guiado sugere a partir do setor. A partir daí a planilha deixa de ser a fonte da verdade e vira histórico.
O pedido entra pelo canal público da empresa, com identificação do titular e contagem de prazo desde o requerimento. O sistema mostra em quais operações do inventário aquele tipo de dado aparece, para você avaliar o que pode ser eliminado e o que precisa ser mantido por obrigação legal ou guarda de documento. A resposta e a justificativa ficam registradas no processo.
O inventário descreve operações de tratamento, não é um depósito da base de titulares dos seus clientes: nome de paciente, aluno ou comprador não precisa entrar aqui. Os dados da conta e dos pedidos de titular ficam em servidor no Brasil, com acesso registrado. Assinando qualquer plano, você recebe o contrato de operador que descreve exatamente o que fazemos com essas informações.
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