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Quanto cobrar por um projeto de LGPD em pequena empresa
Como montar o preço de um projeto de adequação sem chutar horas, separando diagnóstico, inventário, documentação e manutenção. Com...
Checklist
O relógio do incidente começa a contar quando a empresa toma ciência, e a maior parte do estrago vem das horas gastas decidindo quem decide. Este checklist organiza a primeira volta do relógio.
Um vazamento de dados exige ação rápida, mas não improvisada. Este checklist ajuda a conter o incidente, preservar evidências, avaliar o risco e preparar a comunicação de incidente ANPD quando ela for necessária.
Nem todo incidente de segurança é um vazamento confirmado. Uma credencial comprometida, um e-mail enviado ao destinatário errado, um sistema exposto na internet ou um ransomware podem envolver dados pessoais e exigir apuração.
O primeiro registro deve indicar quando a empresa tomou ciência de que havia um incidente com possível impacto sobre dados pessoais. Anote data, hora, quem identificou, qual sistema estava envolvido e qual fato foi observado.
Para aprofundar: Quanto cobrar por um projeto de LGPD.
Esse marco é essencial para controlar o prazo incidente LGPD. O Regulamento de Comunicação de Incidente de Segurança da ANPD estabelece que, havendo risco ou dano relevante aos titulares, o controlador deve comunicar o incidente à ANPD e aos titulares em até três dias úteis contados da ciência.
Crie um registro simples, mesmo que as informações ainda estejam incompletas:
Não espere terminar a investigação para iniciar esse registro. O erro comum é reconstruir a linha do tempo dias depois, com informações desencontradas e sem evidência suficiente.
A prioridade das primeiras horas é impedir que o incidente continue. Isso não significa desligar tudo ou apagar arquivos. Uma contenção mal executada pode destruir logs, dificultar a investigação e impedir a empresa de demonstrar o que fez.
Siga esta ordem:
Se houver fornecedor envolvido, como hospedagem, sistema de gestão, plataforma de pagamento ou ferramenta de atendimento, abra chamado formal e peça preservação de logs. O operador deve cooperar com o controlador e informar rapidamente fatos relevantes, conforme o contrato e suas atribuições no tratamento de dados.
Evite formatar equipamentos, restaurar backups por cima do ambiente afetado ou excluir contas antes de coletar os registros necessários. Se for indispensável restaurar um serviço para manter a operação, registre a decisão e guarde cópias do estado anterior quando tecnicamente possível.
| Situação identificada | Ação imediata | Evidência a preservar |
|---|---|---|
| E-mail enviado ao destinatário errado | Solicitar exclusão, revogar link e confirmar recebimento | E-mail, anexos, destinatários e respostas |
| Conta com acesso suspeito | Encerrar sessões, bloquear conta e trocar senha | Logs de login, IPs, horários e ações realizadas |
| Banco de dados exposto | Restringir acesso externo e corrigir configuração | Logs do servidor, regras de acesso e período de exposição |
| Ransomware ou malware | Isolar equipamento e acionar suporte técnico | Alertas, arquivos afetados, logs e cópia do malware, se disponível |
Quem busca “vazamento de dados o que fazer” costuma tentar descobrir tudo antes de agir. Nas primeiras 24 horas, o objetivo é obter informação suficiente para decidir sobre contenção, risco e comunicação, não produzir um relatório perfeito.
Responda, ainda que de forma preliminar, às perguntas abaixo:
Liste as categorias de dados: nome, CPF, telefone, e-mail, endereço, dados bancários, informações de login, documentos, dados de saúde ou registros de atendimento.
Destaque dados pessoais sensíveis, definidos pela LGPD como aqueles relacionados, por exemplo, à origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, saúde, vida sexual, biometria ou filiação sindical. Dados de crianças e adolescentes também exigem atenção reforçada.
Não é preciso ter um número fechado no primeiro momento. Registre uma estimativa, sua origem e o grau de confiança: uma planilha específica, todos os clientes ativos, uma base de candidatos ou apenas um atendimento.
Também identifique se os titulares são clientes, pacientes, alunos, empregados, candidatos, fornecedores ou crianças. O contexto altera a avaliação do impacto.
Diferencie as situações. Um arquivo apagado pode afetar disponibilidade. Uma conta acessada indevidamente pode afetar confidencialidade. Uma base publicada, indexada por buscadores ou compartilhada em grupo aberto aumenta a chance de uso indevido.
Verifique se há indícios de download, compartilhamento, acesso externo ou apenas falha interna descoberta antes da exploração. Não trate ausência de log como prova de que ninguém acessou.
Em vez de começar por uma lista solta de campos, localize o processo real: matrícula, atendimento, admissão, cobrança, checkout ou seleção de candidatos. Depois identifique os sistemas, pessoas, fornecedores e integrações que participam dele.
Isso acelera a correção. Se a origem foi uma exportação manual de cadastro, a medida é diferente da necessária para uma vulnerabilidade em um sistema acessível pela internet.
Para não improvisar no dia do incidente, conheça o roteiro de incidente do Mapadados.
A LGPD exige que o controlador comunique incidentes de segurança que possam acarretar risco ou dano relevante aos titulares. Não existe uma regra automática baseada apenas na quantidade de pessoas ou no tipo de dado.
A avaliação deve ser registrada e considerar o conjunto das circunstâncias:
Dados criptografados, sem exposição da chave, podem reduzir o risco. Já uma planilha com nome, CPF, telefone e informações financeiras enviada a terceiros desconhecidos tende a exigir análise mais rigorosa.
Quando houver risco ou dano relevante, faça a comunicação de incidente ANPD em até três dias úteis. Se a apuração ainda estiver em andamento, comunique com os dados disponíveis, explique o que ainda está sendo investigado e complemente as informações posteriormente.
Não espere a certeza absoluta sobre todos os fatos para cumprir o prazo. O erro mais grave é tratar o prazo como se começasse apenas após o relatório técnico final.
A comunicação à ANPD deve ser objetiva, consistente com os registros internos e atualizada quando surgirem novos fatos. O controlador responde por essa obrigação, ainda que um fornecedor tenha causado ou identificado o incidente.
A comunicação deve apresentar, entre outros pontos, a descrição do incidente, as categorias de dados e titulares envolvidos, as medidas de segurança utilizadas, os riscos relacionados, as providências adotadas e os dados de contato do encarregado ou canal equivalente.
A mensagem ao titular deve usar linguagem simples. Evite termos técnicos sem explicação, frases vagas como “ocorreu uma instabilidade” e orientações que transfiram toda a responsabilidade para a pessoa afetada.
Use esta estrutura:
Leitura complementar: Como fazer o inventário de dados pessoais.
Exemplo de redação: “Identificamos acesso não autorizado a um ambiente que armazenava seus dados cadastrais. Até o momento, há possibilidade de envolvimento de nome, e-mail e telefone. Bloqueamos o acesso, revisamos as credenciais e seguimos investigando o ocorrido. Recomendamos atenção a mensagens que solicitem pagamentos ou códigos em nome da empresa. Dúvidas podem ser enviadas para [canal de contato].”
Após a contenção inicial, consolide a linha do tempo, valide o escopo e documente a decisão sobre comunicação. Esse trabalho pode demandar algumas horas ou mais de um dia, conforme o número de sistemas, fornecedores e processos envolvidos, mas precisa ter responsáveis e prazos definidos.
Faça uma reunião curta com tecnologia, operação, jurídico ou encarregado. Revise o que falhou: credencial compartilhada, permissão excessiva, ausência de autenticação adicional, exportação sem controle, fornecedor sem retorno rápido ou inexistência de logs.
Registre lições e transforme-as em plano de ação com dono, prazo e evidência de conclusão. Medidas recorrentes incluem revisão de acessos, melhoria de logs, treinamento de equipes, ajuste de contratos com operadores, testes de restauração e atualização do plano de resposta a incidente.
Não encerre o caso apenas porque o sistema voltou a funcionar. A empresa precisa manter o registro do incidente, das decisões, das comunicações e das correções adotadas para demonstrar diligência perante titulares, clientes e autoridades.
Nas primeiras 24 horas, a empresa precisa registrar a ciência do fato, conter o acesso, preservar evidências, levantar o impacto mínimo e decidir rapidamente se há risco ou dano relevante que exige comunicação. Agir rápido não é agir sem método.
O Mapadados ajuda a relacionar processos reais, sistemas, responsáveis e planos de ação, facilitando a identificação do que foi afetado quando um incidente ocorre. Para entender como isso funciona na rotina da sua operação ou carteira de clientes, peça uma demonstração.
Este conteúdo é assinado por Jimenez Julien, editor do Mapadados.
O sistema conduz as perguntas do incidente, calcula o risco aos titulares e monta o rascunho da comunicação com os dados que o inventário já tem. O prazo aparece contado desde o registro da ciência.
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